MAMOGRAFIA



Comentários importantes:

As respostas às dúvidas frequentes são destinadas ao público leigo e são baseadas em informações disponibilizadas pelas: Agência Internacional de Energia Atômica, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, American College of Radiology, American Society for Breast Disease, American Thyroid Association e International Atomic Energy Agency.

1) Fatores de risco para o câncer de mama: fatores genéticos (histórico familiar de câncer de mama em mãe, irmã ou filha antes dos 50 anos ou câncer de ovário antes dos 35 anos; pacientes ou familiares sabidamente com mutação dos genes BRCA1, BRCA2, TP53; síndrome de Klinefelter); primeira menstruação em idade precoce, menopausa após os 50 anos, sobrepeso e obesidade principalmente após a menopausa, hiperestrogenismo, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, tabagismo, exposição à radiação antes dos 35 anos, ginecomastia, doença testicular, homens com câncer de mama na família, doença hepática, fratura óssea acima de 45 anos.

2) O risco de câncer de mama associado à radiação da mamografia, principalmente nos equipamentos mais modernos como o nosso, é mínimo (maior apenas naquelas mulheres com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2), principalmente quando comparado ao benefício do diagnóstico precoce.

3) A mulher pode sentir dor a depender do volume das mamas e se a paciente está no período menstrual, pois a compressão durante a mamografia é imprescindível (proporciona o espalhamento do tecido mamário para expor melhor as lesões, necessitando assim, de uma dose menor de radiação; dura segundos e não traz danos). Mas, optar por fazer só o ultrassom, que não dói, é errado, pois o ultrassom não detecta microcalcificações (às vezes, o único sinal de câncer inicial).

4) O autoexame não substitui a mamografia (palpação é importante, mas o autoexame detecta massas associadas a um câncer de mama mais avançado, enquando a mamografia detecta cânceres de 2 a 3 mm).

5) Mulheres com silicone podem e devem realizar mamografia. Eventualmente o médico pode complementar o exame com Ultrassonografia ou Ressonância Nuclear Magnética.

6) Mamografia ou Ultrassonografia? Ultrassom sempre para as mamas densas (15 a 40 anos) e Mamografia para mamas gordurosas (de base aos 35 anos e após os 40 anos) e em grande parte das vezes, associação dos 2 métodos.

7) Ocasionalmente, a paciente poderá ser chamada para complementar o exame. Embora saibamos que isso causa muita ansiedade, isso não significa que foi encontrado um tumor maligno; quer dizer apenas que o radiologista não ficou satisfeito com as imagens obtidas ou que ele precisa estudar melhor determinada região. Na maioria das vezes, as imagens adicionais apenas confirmam um exame normal.

8) BIRADS (5ºedição): Breast Imaging Reporting And Data System (American College of Radiology - ACI). Categoria BIRADS - 0 - Incompleta: Necessita avaliação adicional por outro método de imagem ou mesmo incidências mamográficas específicas, comparação com exames anteriores ou mesmo reconvocação para repetição do exame por razões técnicas.

Categoria BIRADS - 1 - Não foi encontrada nenhuma anormalidade.

Categoria BIRADS - 2 - Achado benigno: nessa categoria estão enquadrados fibroadenomas calcificados, calcificações cutâneas, corpos estranhos metálicos (como marcadores de biopsia por agulha e clipes cirúrgicos) e lesões contendo gordura (cistos oleosos, lipomas, galactoceles e hamartomas), implantes, ginecomastia, linfonodos intramamários, distorção arquitetural claramente relacionado à cirurgia.

Categoria BIRADS - 3 - Provavelmente benigno: nessa categoria nódulo sólido circunscrito não calcificado, assimetria focal e grupamento isolado de calcificações puntiformes.

Categoria BIRADS - 4 - Anormalidade suspeita: pequena a moderada probabilidade de câncer - 3 a 94 %.

Categoria 4A: baixo risco de malignidade.

Categoria 4B: intermediário risco de malignidade.

Categoria 4C: moderado risco de malignidade. Nessa categoria encontramos sinais não clássicos de malignidade. Na categoria 4 é necessário diagnóstico citológico ou histológico.

Categoria BIRADS - 5 - Altamente sugestivo de malignidade: malignidade quase certa: > 95 %. Nesta categoria é indispensável o dignóstico histológico.

Categoria BIRADS - 6 - Malignidade conhecida: biópsia anterior confirmando a presença de câncer. Geralmente avaliação e follow-up, em pacientes não operadas.



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